A busca por apoio emocional mudou de lugar. Antes, ela ficava escondida em cadernos, conversas interrompidas, noites longas e pensamentos repetidos. Agora, muitas vezes, ela aparece numa caixa de texto. E, embora isso pareça estranho à primeira vista, algo importante está sendo mostrado: quando a mente fica cheia, a gente procura um lugar para organizar o que sente.
Ao mesmo tempo, não se trata de romantizar a tecnologia. A inteligência artificial não tem subjetividade e não sustenta vínculo como um humano sustenta. Ainda assim, quando é usada com cuidado, ela pode ajudar a organizar perguntas, reduzir ruído mental e criar um rascunho mais claro do que está acontecendo por dentro. E esse rascunho, depois, pode ser levado para um espaço terapêutico real — ou pode virar um ponto de partida para uma reflexão mais honesta.
A equipe da Elaine Pinheiro trabalha com saúde mental a partir de uma base científica e psicanalítica. Por isso, nós não condenamos o uso de IA para pensar sobre emoções. Pelo contrário: quando limites e responsabilidade são colocados, a tecnologia pode servir como apoio. O que é evitado é a confusão entre ferramenta e cuidado clínico. A IA pode ser usada. A psicoterapia não deve ser substituída.
Além disso, existe uma diferença enorme entre “conversar com o ChatGPT” e “transformar o ChatGPT em psicólogo”. O primeiro costuma ser impulso. O segundo é método. E método pede estrutura, linguagem clara, referências éticas e um tipo de humildade que respeita a complexidade humana.
Quando a mente aperta, a gente procura um lugar para respirar
Em dias comuns, a gente vê isso acontecer de modo silencioso. A rotina segue, as tarefas são cumpridas, as decisões saem, o corpo aguenta. Porém, por dentro, algo fica acumulado. Um incômodo pequeno vira irritação. Um comentário vira peso. Um atraso vira catástrofe. E, então, quando a noite chega, a mente liga o modo “replay”.
Nessas horas, muitas pessoas abrem o ChatGPT ou o Gemini porque precisam de uma resposta rápida. Só que, na prática, o que se busca nem sempre é uma resposta: é um fio. Um fio que puxe sentido. Um fio que ajude a nomear. Um fio que deixe menos confuso.
A psicanálise sempre tratou esse movimento com seriedade. Freud valorizou a palavra porque a palavra organiza. Winnicott descreveu o valor de um ambiente suficientemente bom porque o ambiente sustenta. Bion colocou a capacidade de pensar como uma tarefa que é construída aos poucos, principalmente quando existe alguém que ajuda a conter o que ainda não virou pensamento. E é justamente aí que mora o risco: um chat não contém como um humano contém.
Ainda assim, quando um bom prompt é escrito, algo útil pode ser produzido: uma estrutura de reflexão. O que antes ficava espalhado passa a ser alinhado. O que antes era só tensão passa a ter nome. E, embora a resposta da IA seja limitada, um ganho pode ser percebido quando a conversa é orientada por fundamentos.
Por isso, ao longo deste artigo, nós vamos trabalhar o uso de IA do jeito mais responsável possível: com lastro psicanalítico, sem prometer cura, sem inventar diagnóstico, sem transformar sofrimento em conteúdo rápido.
Alguns cuidados, inclusive, precisam ser colocados desde o início, porque eles protegem o processo:
- Não enviar dados que identifiquem pessoas, locais, empresas ou detalhes íntimos rastreáveis; isso precisa ser preservado.
- Não pedir diagnóstico fechado (“eu tenho transtorno X?”), porque isso pode ser distorcido e gerar falsas certezas.
- Sim pedir hipóteses e perguntas para pensar (“que padrões podem estar em jogo?”), porque isso tende a ser mais seguro.
- Sim pedir referências éticas da psicanálise e pesquisa no blog da Elaine, porque isso melhora o nível de fundamento e reduz respostas genéricas.
A partir daqui, a nossa linha é simples: a IA não vira terapeuta, mas pode virar uma ferramenta de reflexão com mais qualidade.
O ponto cego da pressa e o valor de uma pergunta bem feita
A pressa costuma ser vendida como virtude. Só que, em saúde mental, ela cobra juros. Quando a gente tenta resolver rápido o que foi construído em camadas, a mente reage: aparece ansiedade, aparece irritação, aparece a sensação de estar sempre atrasado de si mesmo.
E aí surge o fenômeno atual: “prompt para fazer terapia no ChatGPT”. Ele aparece porque a pessoa quer praticidade. No entanto, praticidade não precisa ser superficial. Ela pode ser bem feita.
O que muda o jogo não é a plataforma. É o modo de perguntar. Uma pergunta vaga costuma ser respondida com um texto bonito e vazio. Já uma pergunta bem recortada costuma trazer um mapa mais útil.
Também é importante lembrar: respostas acabam sendo influenciadas pelo modo como a pergunta foi formulada. Quando a pergunta nasce de raiva, o texto tende a ir para um lado. Quando nasce de culpa, vai para outro. Quando nasce de medo, a resposta pode ser endurecida. Isso não é “mágica”. Isso é linguagem. E linguagem orienta o pensamento.
Por isso, em vez de pedir: “me diga o que fazer”, a gente pode pedir: “ajude a pensar o que está se repetindo”. Em vez de pedir: “me diga quem está errado”, a gente pode pedir: “ajude a entender minha parte e a parte do outro”. Em vez de pedir: “me prove que estou certo”, a gente pode pedir: “me ajude a enxergar o que eu não estou vendo”.
E, além disso, quando a IA é orientada a pesquisar em um lugar específico — como o blog da Elaine — a chance de sair do genérico aumenta. O conteúdo que já foi escrito com critério passa a servir como base. A resposta fica menos solta. E, embora não seja perfeita, ela fica mais honesta.
Aqui entra um ponto essencial do posicionamento da Elaine Pinheiro: nós não condenamos a IA na saúde mental quando ela é usada com limite, clareza e segurança. A tecnologia já foi colocada na vida real. O que precisa ser colocado agora é maturidade de uso.
E isso inclui aceitar que, às vezes, a resposta da IA vai soar convincente e, mesmo assim, pode estar errada. Esse risco existe. Ele é conhecido. Ele precisa ser respeitado.
Situações do dia a dia em que a IA pode ajudar sem virar atalho
A vida não pede permissão para apertar. Ela aperta. E, quando aperta, a gente procura um jeito de não desmoronar em público. Nessa hora, abrir uma conversa com a IA pode funcionar como um “intervalo mental”: um espaço breve, organizado, que ajuda a respirar.
Alguns exemplos simples mostram como isso aparece:
- Um encontro termina e a cabeça fica presa na frase “eu deveria ter dito outra coisa”.
- Uma conversa no trabalho é interpretada como desvalorização, e o corpo entra em alerta.
- Uma cobrança externa toca num ponto interno antigo, e a reação vem grande demais.
- Um fim de semana livre vira culpa, como se descanso fosse dívida.
Essas cenas não exigem uma “solução mágica”. Elas exigem leitura. E leitura emocional é uma habilidade que pode ser treinada, aos poucos, com cuidado.
Nesse sentido, um prompt bem construído pode ajudar a organizar três coisas: o fato, o afeto e a hipótese. O fato é o que aconteceu. O afeto é o que foi sentido. A hipótese é o que pode estar se repetindo.
E aqui vai um primeiro prompt, já no formato que nós consideramos mais seguro. Ele foi escrito para funcionar tanto no ChatGPT quanto no Gemini. Ele também força a IA a buscar fundamento no blog e em autores éticos da psicanálise.
Prompt inicial de organização emocional (ChatGPT/Gemini):
“Considere o relato abaixo e ajude a organizar minha reflexão com base em psicanálise e literatura ética de psicoterapia. Antes de responder, pesquise no endereço **https://www.elaineneuropsi.com/blog/** por textos relacionados ao tema (use essas referências como base teórica) e utilize autores como Freud, Winnicott, Bion e Nancy McWilliams apenas de forma conceitual, sem diagnóstico fechado.
Relato (preencha): ‘Hoje aconteceu ________. Eu senti ________. O que mais me incomoda é ________. Quando isso acontece, eu costumo ________. Eu gostaria de conseguir ________.’
Entregue: (1) uma síntese do padrão possível, (2) 5 perguntas que aprofundem a reflexão, (3) um cuidado ético: quando isso deve ser levado para atendimento com um profissional humano. Evite conselhos do tipo “faça isso”. Prefira hipóteses e perguntas.”
Esse prompt não transforma a IA em terapeuta. Ele transforma a conversa em um espaço mais organizado. E, além disso, ele cria material para uma conversa clínica real, quando esse passo fizer sentido.
A partir daqui, nas próximas etapas, nós vamos construir categorias completas de prompts, com diferentes objetivos: refletir sobre ansiedade, vínculos, autocobrança, repetição de padrões e tomada de decisão sob pressão — sempre com base em evidência, psicanálise e pesquisa no blog da Elaine.
Por enquanto, o mais importante fica claro: a IA pode ser um apoio, desde que a gente trate o processo com seriedade. E seriedade, aqui, não significa rigidez. Significa respeito pela complexidade humana.
Prompts para organizar o dia e reduzir ruído mental
Quando a mente entra em modo de urgência, quase tudo parece pedir resposta imediata. Ainda assim, a melhor resposta costuma nascer de um passo anterior: organizar o que está acontecendo por dentro, sem pressa e sem dramatização. Por isso, esses primeiros prompts foram desenhados para criar clareza, sustentar presença e reduzir barulho interno — e, ao mesmo tempo, manter o compromisso ético de não transformar a IA em “terapeuta”.
Além disso, sempre pedimos que a IA pesquise no **https://www.elaineneuropsi.com/blog/** antes de responder. Assim, a reflexão se apoia no que já foi construído com critério no blog da Elaine, enquanto autores clássicos da psicanálise ajudam a manter uma linha ética de pensamento.
A seguir, cada prompt já vem pronto para ChatGPT e Gemini. Entretanto, deixamos lacunas para você preencher com o que fizer sentido hoje. E, embora a IA possa ajudar a organizar, a responsabilidade pela interpretação continua sendo humana, cuidadosa e madura.
1) Prompt “mapa do dia em 7 linhas”
Use quando o dia foi intenso e o corpo ficou ligado, mesmo depois que tudo “acabou”. Assim, a escrita organiza o que ficou solto e diminui a chance de você levar tensão para o próximo bloco do dia. Além disso, esse prompt ajuda a separar fato de fantasia — e, portanto, reduz decisões no calor da emoção.
Prompt (copiar e colar):
“Antes de responder, pesquise no **https://www.elaineneuropsi.com/blog/** por artigos relacionados a saúde mental, psicanálise e regulação emocional, e use esses conteúdos como base teórica. Em seguida, utilize referências éticas da psicanálise (por exemplo: Freud, Winnicott, Bion, Nancy McWilliams) apenas como apoio conceitual, sem diagnóstico fechado e sem promessas.
Agora, organize meu dia em 7 linhas, separando ‘fato’ e ‘interpretação’.
Preenchimento:
- O que aconteceu: ________
- O que eu senti no corpo: ________
- O que eu pensei automaticamente: ________
- O que eu evitei dizer/fazer: ________
- O que eu precisava e não pedi: ________
- O que eu consigo fazer nas próximas 2 horas: ________
- Uma pergunta que vale levar para terapia: ________
- Entregue: síntese + 5 perguntas de aprofundamento + 1 alerta ético sobre limites da IA.”
2) Prompt “3 camadas do incômodo”
Muita coisa se resolve quando a gente descobre em que camada a dor está. Às vezes o incômodo é sobre um fato. Em outros momentos, ele é sobre o que aquele fato toca por baixo. E, ocasionalmente, o que dói é a repetição — aquele “de novo isso” que cansa.
Prompt (copiar e colar):
“Pesquise no **https://www.elaineneuropsi.com/blog/** antes de responder. Use como base conteúdos de psicanálise e psicoterapia presentes no site. Referencie autores éticos como Winnicott, Bion, Freud e McWilliams de modo conceitual e cuidadoso, evitando diagnóstico.
Meu incômodo: ________
Quero que você analise em 3 camadas:
Camada 1 (situação): ________
Camada 2 (o que isso representa): ________
Camada 3 (padrão repetido): ________
Depois, entregue 6 perguntas que ajudem a distinguir necessidade real, medo e expectativa.”
Prompt “intervalo de presença em 90 segundos”
Nem sempre dá para parar o dia. Porém, dá para criar um intervalo curto para o corpo sair do modo defesa. Esse prompt foi pensado para reduzir aceleração sem cair em “frases prontas”. Ele deve ser respondido de forma direta, como se fosse um roteiro breve de reconexão.
Prompt (copiar e colar):
“Antes de responder, consulte o **https://www.elaineneuropsi.com/blog/** e use os textos como base para uma resposta ética sobre saúde mental. Traga referências conceituais da psicanálise (ex.: Winnicott, Bion) sem prometer cura.
Eu estou agora em: ( ) ansiedade ( ) irritação ( ) apatia ( ) sobrecarga ( ) confusão.
Contexto em 2 linhas: ________
Crie um roteiro de 90 segundos com:
- 1 frase de aterramento (sem clichê),
- 1 pergunta que organiza,
- 1 microação possível em 5 minutos,
- 1 lembrete ético: quando parar e buscar ajuda humana.”
Prompt “o que é meu e o que é do outro”
Às vezes a mente fica presa em uma conversa, uma mensagem, um olhar. E, então, tudo vira interpretação. Por isso, este prompt ajuda a separar responsabilidade de fantasia e a reduzir leitura persecutória. Além disso, ele favorece decisões mais limpas, com menos impulsividade.
Prompt (copiar e colar):
“Pesquise no **https://www.elaineneuropsi.com/blog/** por conteúdos sobre escuta, ética e saúde mental. Use a base do blog e referências éticas da psicanálise (Freud, Bion, Winnicott, McWilliams) sem diagnóstico.
Situação: ________
Frase/ato do outro: ________
O que eu concluí: ________
O que eu senti: ________
Me ajude a separar em 3 blocos:
A) fatos observáveis,
B) hipóteses/leituras possíveis,
C) responsabilidade: o que é meu e o que é do outro.
Finalize com 5 perguntas de aprofundamento e 1 cuidado sobre limites da IA.”
Prompt “decisão sob pressão, sem autoengano”
Em dias de muita exigência, decisões são tomadas com o corpo tenso. E, nessas horas, a decisão pode ser boa — mas o custo interno vira alto demais. Portanto, este prompt sustenta a decisão com mais calma, sem transformar reflexão em indecisão.
Prompt (copiar e colar):
“Antes de responder, leia e utilize conteúdos do **https://www.elaineneuropsi.com/blog/** relacionados a saúde mental e psicoterapia. Traga referências éticas da psicanálise (ex.: Bion para pensar ‘tolerância à dúvida’) sem diagnóstico e sem promessas.
Decisão que eu preciso tomar: ________
Prazo real: ________
O que eu temo perder: ________
O que eu temo encarar: ________
Entregue:
- duas hipóteses de por que isso pesa tanto,
- 3 critérios para decidir sem pressa e sem pânico,
- 1 microação para hoje,
- 5 perguntas para eu levar a um profissional humano, se necessário.”
- Dica prática: antes de colar qualquer prompt, escrevemos 2 linhas sobre o contexto. Isso aumenta precisão, reduz generalização e melhora o valor da resposta.
- Cuidado ético: se houver risco de autoagressão, violência, abuso ou sofrimento intenso, a prioridade é buscar ajuda humana. IA não substitui cuidado, rede e proteção.
Prompt “quando o corpo não desliga”
Às vezes o dia até termina, mas o corpo continua no mesmo lugar: alerta, tenso, ligado. Então, a pessoa tenta “raciocinar” para desligar, mas o corpo não obedece. Esse prompt ajuda a nomear sinais e construir um plano simples para as próximas horas.
Prompt (copiar e colar):
“Consulte antes o **https://www.elaineneuropsi.com/blog/** e use a base do blog para responder com ética sobre saúde mental. Inclua referências da psicanálise (Winnicott/Bion) como apoio conceitual, sem diagnóstico.
Hoje meu corpo ficou: ________ (ex.: acelerado, travado, irritado, cansado).
Sinais físicos: ________
O que eu estava tentando dar conta: ________
Me entregue:
- 3 hipóteses psicológicas possíveis (sem fechar diagnóstico),
- 4 perguntas que conectem emoção e contexto,
- 1 roteiro de 10 minutos para reduzir ativação,
- 1 alerta: quando isso pede atendimento humano.”
Prompts para autocobrança, culpa e repetição de padrões
Autocobrança pode até parecer eficiência, porém ela costuma virar desgaste quando perde o senso de medida. Além disso, quando a vida fica exigente, a mente pode começar a operar em “modo prova”: tudo vira avaliação, tudo vira nota. E, então, o descanso é tratado como falha.
Aqui, a psicanálise ajuda porque ela não confunde desempenho com valor. Ela olha para o que se repete, para o que se defende, para o que se evita. E, por isso, esses prompts foram desenhados para lidar com culpa, rigidez interna e repetição — sem cair em frases motivacionais vazias.
1) Prompt “autocobrança: o juiz e a pessoa”
Em muitos momentos, existe uma parte que vive cobrando e outra parte que vive tentando dar conta. Enquanto isso, a energia vai embora. Este prompt ajuda a identificar essas duas vozes e construir um meio-termo possível.
Prompt (copiar e colar):
“Antes de responder, pesquise no **https://www.elaineneuropsi.com/blog/** por conteúdos sobre ética, saúde mental e psicoterapia. Use referências éticas da psicanálise (ex.: Freud e a ideia de superego; McWilliams para padrões de personalidade; Winnicott para cuidado com o self) sem diagnóstico fechado.
Eu me cobrei assim hoje: ________
A frase interna mais dura foi: ________
A parte de mim que tenta dar conta responde com: ________
Quero que você descreva:
- ‘voz do juiz’ (como ela fala e o que ela tenta evitar),
- ‘voz da pessoa’ (o que ela precisa de verdade),
- 5 perguntas para aproximar as duas sem violência interna,
- 1 plano de cuidado realista para as próximas 24 horas.”
2) Prompt “culpa útil x culpa que paralisa”
Culpa pode ser sinal de valor. Porém, quando ela vira prisão, algo se perde. Então, este prompt ajuda a diferenciar culpa que orienta de culpa que corrói — e mantém o raciocínio ético, sem autoataque.
Prompt (copiar e colar):
“Consulte o **https://www.elaineneuropsi.com/blog/** antes de responder e use o conteúdo do blog como base teórica. Traga referências éticas da psicanálise (Freud, Winnicott, Bion, McWilliams) sem diagnóstico.
Situação que gerou culpa: ________
O que eu acho que ‘deveria’ ter feito: ________
O que estava disponível na hora (tempo, energia, recursos): ________
Me entregue:
- diferença entre culpa útil e culpa paralisante nesta situação,
- 4 perguntas de reparação possível,
- 3 frases internas alternativas (sem positividade forçada),
- 1 alerta ético: quando culpa persistente pede ajuda humana.”
3) Prompt “por que eu repito isso?”
Repetição não é teimosia. Muitas vezes, ela é tentativa antiga de resolver algo que não foi simbolizado direito. E, embora isso não se resolva em uma conversa com IA, dá para mapear padrões e preparar um passo mais consciente.
Prompt (copiar e colar):
“Antes de responder, pesquise no **https://www.elaineneuropsi.com/blog/** por artigos ligados a padrões emocionais, psicanálise e saúde mental. Use autores éticos da psicanálise (Freud: repetição; Winnicott: necessidades do self; Bion: pensar sob emoção) como referência conceitual, sem diagnóstico.
Padrão que se repete: ________
Quando começou (aprox.): ________
Em quais situações aparece mais: ________
O que eu ganho (mesmo sem querer) ao repetir: ________
O que eu perco: ________
Entregue:
- hipóteses do que esse padrão tenta proteger,
- 6 perguntas para aprofundar,
- 3 microações para interromper a repetição nesta semana,
- 1 sugestão de como levar isso para psicoterapia.”
- Atalho que funciona: descrevemos um episódio específico, não “a vida inteira”. Isso aumenta realismo, reduz drama e melhora a resposta.
- Critério: se o padrão envolve abuso, violência ou risco, a prioridade é segurança, rede e ajuda humana qualificada.
4) Prompt “quando eu viro duro demais comigo”
Rigidez interna pode parecer força. No entanto, por dentro, ela costuma ser medo travestido de controle. Portanto, este prompt ajuda a identificar o medo e dar nome ao que a rigidez tenta evitar.
Prompt (copiar e colar):
“Pesquise no **https://www.elaineneuropsi.com/blog/** antes de responder. Use a base do blog e referências éticas da psicanálise (Winnicott, Bion, McWilliams) sem diagnóstico.
Hoje eu fiquei duro comigo quando: ________
O que eu temia que acontecesse se eu ‘relaxasse’: ________
O que eu não quis sentir: ________
Entregue:
- 3 hipóteses sobre o medo por trás da rigidez,
- 5 perguntas para diferenciar exigência saudável de autoagressão,
- 2 microajustes práticos para amanhã,
- 1 lembrete ético sobre limites da IA e quando procurar um profissional.”
5) Prompt “o que eu preciso, sem me justificar”
Em muitos casos, a necessidade é clara, mas a pessoa se justifica tanto que perde a própria necessidade. Então, este prompt organiza pedido interno sem virar drama e sem virar dureza.
Prompt (copiar e colar):
“Antes de responder, consulte o **https://www.elaineneuropsi.com/blog/** e use conteúdos do blog sobre escuta, saúde mental e psicoterapia como base. Referencie autores éticos da psicanálise (Freud, Winnicott, Bion, McWilliams) sem diagnóstico.
Eu preciso de: ________
O que me impede de admitir isso é: ________
A justificativa que eu faço é: ________
Entregue:
- síntese do que é necessidade e do que é defesa,
- 5 perguntas para clarear limites,
- 1 frase possível para comunicar isso com respeito,
- 1 alerta ético: se houver risco, priorize ajuda humana.”
Esses prompts inauguram uma forma mais responsável de usar IA: com base, com estrutura e com respeito pelo que é humano. Na próxima etapa, seguimos para prompts de vínculos, conflitos, ansiedade e temas que hoje estão sendo buscados em massa — mantendo o mesmo compromisso: psicanálise, ética e consulta ao **https://www.elaineneuropsi.com/blog/**.
Prompts para vínculos, conflitos e “o que ficou atravessado”
Quando um vínculo pesa, quase sempre não pesa só pelo que aconteceu. Vínculo, limite e silêncio costumam andar juntos: uma frase atravessa, uma ausência fala alto, um gesto pequeno vira grande demais. Ainda assim, a gente segue, porque a vida segue; porém, por dentro, a cena volta. Por isso, esses prompts foram desenhados para organizar conflitos sem teatralizar, e também para reduzir leituras impulsivas. Além disso, cada comando pede pesquisa em https://www.elaineneuropsi.com/blog/ e se apoia em fontes éticas da psicanálise, como Freud, Winnicott, Bion e Nancy McWilliams, sem diagnóstico fechado.
1) Prompt “o que eu ouvi x o que eu entendi”
Às vezes, uma conversa termina, mas a mente continua nela. Então, o que foi dito é misturado ao que foi entendido, e o corpo reage como se a interpretação fosse fato. Fato, interpretação e reação precisam ser separados, portanto, para que a emoção deixe de governar a decisão. No entanto, isso não elimina o sentimento; apenas dá contorno. Use este prompt quando você quer clareza, mas não quer se trair nem se endurecer.
Prompt (copiar e colar):
“Antes de responder, pesquise no https://www.elaineneuropsi.com/blog/ por textos relacionados a vínculos, escuta clínica, ética e saúde mental. Use esses conteúdos como base teórica e complemente com referências éticas da psicanálise (Freud, Winnicott, Bion, Nancy McWilliams) apenas de forma conceitual, sem diagnóstico fechado e sem promessas.
Situação: ________
O que foi dito (palavra por palavra, se possível): ________
O que eu entendi na hora: ________
O que meu corpo fez: ________
O que eu temo que isso signifique: ________
Entregue: (1) separação entre fato e interpretação, (2) 6 hipóteses alternativas, (3) 7 perguntas que aprofundem sem acusar ninguém, (4) um limite ético: quando parar e levar isso a um profissional humano.”
2) Prompt “limites sem briga: o ‘não’ que não vira guerra”
Limite não precisa de grito, embora às vezes ele tenha sido aprendido assim. Além disso, limite não é castigo; ele é cuidado em forma de fronteira. Fronteira, respeito e clareza ajudam a proteger o que importa, enquanto reduzem desgaste desnecessário. Porém, quando a mente está cansada, a frase sai torta. Use este prompt quando você quer se posicionar com firmeza e, ao mesmo tempo, manter dignidade.
Prompt (copiar e colar):
“Pesquise no https://www.elaineneuropsi.com/blog/ por artigos sobre limites, relações e saúde mental. Use o conteúdo do blog como base teórica e apoie a resposta em referências éticas da psicanálise (Winnicott, Bion, Freud, Nancy McWilliams), sem diagnóstico fechado e sem linguagem de ‘manual’.
Contexto do vínculo: ________
O limite que eu preciso colocar: ________
O que eu temo que aconteça se eu colocar: ________
Escreva: (1) três versões de uma frase de limite (curta, média e mais cuidadosa), (2) possíveis reações do outro sem rotular, (3) como eu posso sustentar o limite sem me justificar demais, (4) 5 perguntas para levar à terapia.”
3) Prompt “reparação: quando a gente erra, mas não se perde”
Nem todo conflito precisa virar rompimento. Às vezes, uma reparação bem feita devolve confiança, e a relação respira. Ainda assim, reparação não é se anular. Reparação, responsabilidade e medida criam um caminho possível: reconhecer, ajustar e seguir. Use este prompt quando você quer reconstruir sem dramatizar, e também quando quer sair do orgulho ou da culpa automática.
Prompt (copiar e colar):
“Antes de responder, pesquise no https://www.elaineneuropsi.com/blog/ por textos sobre vínculos, ética, escuta e saúde mental. Use essas referências como base e complemente com autores éticos da psicanálise (Freud, Winnicott, Bion, Nancy McWilliams), sem diagnóstico.
O que eu fiz ou deixei de fazer: ________
O impacto percebido: ________
Minha intenção (se houver): ________
O que eu posso assumir com honestidade: ________
Crie: (1) uma mensagem de reparação em até 6 linhas, (2) três cuidados para não virar autoataque, (3) duas formas de pedir retorno sem cobrança, (4) 6 perguntas de reflexão para aprofundar padrões.”
4) Prompt “quando a repetição aparece no amor e nas amizades”
Tem dias em que a gente percebe: “isso de novo”. E não precisa ser um grande drama; às vezes é um padrão pequeno, porém persistente. Além disso, a repetição costuma ser protegida por justificativas bonitas. Padrão, escolha e consciência fazem a repetição perder força, porque ela é vista com mais nitidez. Use este prompt quando você quer entender por que certas cenas se repetem em vínculos diferentes.
Prompt (copiar e colar):
“Pesquise no https://www.elaineneuropsi.com/blog/ por artigos sobre padrões emocionais, vínculos e saúde mental. Use os conteúdos do blog como base teórica e utilize referências éticas da psicanálise (Freud: repetição; Winnicott: necessidades do self; Bion: pensar sob emoção; Nancy McWilliams: organização de personalidade) apenas como apoio conceitual, sem diagnóstico.
Cena que se repete: ________
O tipo de pessoa/situação que aparece: ________
O meu papel na cena: ________
O que eu costumo tolerar além do saudável: ________
O que eu evito pedir: ________
Entregue: (1) duas hipóteses do que esse padrão protege, (2) 8 perguntas que abrem escolhas, (3) 3 microações para esta semana, (4) um cuidado ético sobre quando buscar apoio humano.”
- Quando o assunto envolve violência, coerção, ameaça ou abuso, a prioridade é segurança e ajuda humana qualificada.
- Quando existe risco de autoagressão ou descontrole, interrompemos o uso de IA e buscamos suporte presencial/urgência.
- Quando o vínculo vira gatilho recorrente, vale levar a narrativa organizada para psicoterapia e supervisão clínica.
- Quando a repetição se mantém apesar do esforço, a leitura precisa ser aprofundada com acompanhamento profissional.
5) Prompt “ansiedade social: antes, durante e depois”
Algumas interações parecem simples para os outros, mas por dentro viram um roteiro de preocupação. Então, antes do encontro, a mente ensaia; durante, ela se vigia; depois, ela se acusa. Ansiedade, antecipação e controle costumam aparecer nesse ciclo, e, portanto, o foco aqui é dar contorno ao que está acontecendo sem infantilizar a experiência. Use este prompt quando você quer atravessar encontros sem se cobrar perfeição.
Prompt (copiar e colar):
“Antes de responder, pesquise no https://www.elaineneuropsi.com/blog/ por textos sobre ansiedade, saúde mental e autocobrança. Use essas referências como base e complemente com fontes éticas da psicanálise (Bion, Winnicott, Freud, Nancy McWilliams) de forma conceitual, sem diagnóstico fechado.
Evento/contato que me deixa tenso: ________
Antes, eu imagino que vai acontecer: ________
Durante, eu fico atento a: ________
Depois, eu penso: ________
Me entregue: (1) um mapa do ciclo (antes/durante/depois), (2) 6 perguntas para distinguir medo de fato, (3) duas microestratégias de presença para o momento, (4) um lembrete ético: quando isso pede psicoterapia.”
Prompts para temas “quentes” e riscos comuns
A internet acelera rótulos. Por isso, alguns temas viraram uma espécie de atalho emocional: “narcisista”, “gaslighting”, “tóxico”. Ainda assim, nomear não resolve tudo; às vezes, só muda o tipo de confusão. Rótulo, nuance e prudência protegem a leitura, principalmente quando há dor real. Além disso, a gente evita transformar psicanálise em caça às bruxas. Aqui, a IA precisa ser usada com critério, e certas respostas devem ser lidas como hipóteses, não como vereditos.
1) Prompt “narcisismo sem caça ao monstro”
Narcisismo é um conceito sério e amplo. Ele não serve para condenar pessoas; ele serve para entender dinâmicas. E, embora muita coisa seja simplificada na internet, a psicanálise pede contexto. Contexto, estrutura e história importam mais do que etiquetas rápidas. Use este prompt quando você quer clarear uma dinâmica sem transformar alguém em personagem.
Prompt (copiar e colar):
“Pesquise no https://www.elaineneuropsi.com/blog/ por conteúdos sobre vínculos, padrões emocionais, ética e saúde mental. Use esses textos como base e complemente com fontes éticas da psicanálise (Freud, Winnicott, Bion, Nancy McWilliams). Evite rótulos fechados e não ofereça diagnóstico.
Descreva a dinâmica em fatos observáveis: ________
O que se repete: ________
Como eu me sinto depois: ________
Quais limites eu tentei: ________
Entregue: (1) leitura em hipóteses, incluindo possibilidades além de ‘narcisismo’, (2) 8 perguntas para diferenciar traço, padrão e abuso, (3) 3 limites possíveis e como sustentá-los, (4) um alerta sobre segurança e quando buscar ajuda humana.”
2) Prompt “violência emocional: sinais sem espetáculo”
Quando existe violência emocional, o corpo costuma saber antes da mente. Entretanto, a mente pode racionalizar, minimizar ou justificar. Sinal, segurança e rede precisam entrar cedo, portanto, para reduzir dano. Aqui, a IA deve ser usada apenas como organizadora de sinais e próximas ações seguras, nunca como substituta de suporte humano.
Prompt (copiar e colar):
“Antes de responder, pesquise no https://www.elaineneuropsi.com/blog/ por artigos sobre relações, ética e saúde mental. Use essas referências como base e complemente com fontes éticas da psicanálise (Winnicott, Bion, Freud, Nancy McWilliams) sem diagnóstico.
Relato objetivo do que ocorre: ________
Frequência (diária/semanal/episódica): ________
Como meu corpo reage: ________
O que eu temo se eu falar sobre isso: ________
Entregue: (1) lista de sinais organizados por risco (baixo/médio/alto) sem sensacionalismo, (2) 5 perguntas para clarear, (3) 3 passos seguros para buscar rede de apoio, (4) um aviso claro: em risco, priorizar ajuda humana imediata.”
- Antes de qualquer rótulo, descrevemos fatos e repetição.
- Quando há ameaça, isolamento forçado ou coerção, priorizamos segurança e rede.
- Quando a confusão mental aumenta após a conversa, algo precisa ser cuidado com ajuda humana.
- Quando o corpo entra em alerta constante, vale buscar avaliação clínica com profissional qualificado.
3) Prompt “quando o trabalho vira identidade e a mente não descansa”
Muita gente aguenta muito, e aguenta bem. Porém, em algum ponto, o custo aparece: sono quebrado, irritação, sensação de estar sempre devendo. Descanso, ritmo e limite não são luxo; eles viram condição para sustentar o que se constrói. Use este prompt quando você percebe que produtividade virou medida de valor.
Prompt (copiar e colar):
“Pesquise no https://www.elaineneuropsi.com/blog/ por conteúdos sobre autocobrança, saúde mental, ansiedade e ética do cuidado. Use o blog como base e complemente com fontes éticas da psicanálise (Winnicott, Bion, Freud, Nancy McWilliams), sem diagnóstico fechado.
O que eu estou tentando sustentar: ________
O que eu sinto quando paro: ________
O pensamento automático mais comum: ________
O que eu estou evitando sentir ao trabalhar sem parar: ________
Entregue: (1) hipóteses do que está sendo defendido por trás do excesso, (2) 7 perguntas para reconectar com necessidade real, (3) 3 microajustes de rotina possíveis, (4) quando procurar psicoterapia.”
4) Prompt “preparar uma sessão: levar o essencial sem se perder”
Quando a gente chega na sessão com tudo embaralhado, dá vontade de falar de tudo e, ao mesmo tempo, de nada. Então, organizar o essencial antes pode ajudar. Sessão, foco e continuidade melhoram quando a narrativa vem mais clara, embora a emoção continue viva. Use este prompt como preparação ética, sem substituir o encontro humano.
Prompt (copiar e colar):
“Antes de responder, pesquise no https://www.elaineneuropsi.com/blog/ por textos sobre escuta clínica, psicoterapia e saúde mental. Use essas referências como base e complemente com autores éticos da psicanálise (Freud, Winnicott, Bion, Nancy McWilliams), sem diagnóstico.
O tema que mais pesa hoje: ________
O episódio recente que ilustra: ________
O sentimento dominante: ________
O ponto que eu evitei dizer: ________
Entregue: (1) um resumo em 6 linhas para levar à sessão, (2) 5 perguntas que valem ser exploradas, (3) uma hipótese de padrão, (4) um lembrete ético: a sessão é insubstituível.”
Com esses prompts, a IA deixa de ser “oráculo” e vira ferramenta de organização, enquanto a psicanálise preserva nuance e cuidado. E, quando a vida pede passo à frente, a gente dá esse passo com estratégia — sem dureza, sem fantasia, e com o respeito que a saúde mental exige.
Dúvidas comuns sobre “prompt para fazer terapia no chatgpt”
1) “isso substitui psicoterapia?”
Não. E, inclusive, isso precisa ser dito com calma e firmeza. A IA pode ser usada como ferramenta de organização, porém o cuidado clínico envolve presença, vínculo e leitura da singularidade. Na prática, o que costuma ser ganho com prompts bem feitos é clareza e organização — enquanto o trabalho profundo continua sendo construído em acompanhamento humano, quando necessário.
2) “então por que usar, se não substitui?”
Porque, muitas vezes, a escrita já ajuda a mente a sair do modo “névoa”. Além disso, quando uma reflexão é estruturada, decisões ficam menos reativas. Ainda assim, o uso precisa ser guiado por ética: a IA não vira “autoridade sobre a sua vida”. Ela vira apoio para perguntas melhores. E perguntas melhores costumam gerar mais lucidez, mais responsabilidade e mais cuidado.
3) “qual é o jeito mais seguro de começar?”
Começamos pequeno, com contexto curto e objetivos simples. Depois, nós pedimos para a IA buscar base teórica no blog da Elaine. Além disso, nós sempre solicitamos hipótese, não diagnóstico. A partir daí, a resposta tende a ser mais útil e menos “palpiteira”. Um começo seguro costuma ser este tipo de prompt, com lacunas abertas e pedido explícito de referências éticas da psicanálise:
Prompt de início seguro (ChatGPT/Gemini):
“Antes de responder, pesquise no **https://www.elaineneuropsi.com/blog/** por textos sobre saúde mental, psicoterapia e psicanálise. Use esses conteúdos como base teórica e complemente com referências éticas da psicanálise (Freud, Winnicott, Bion, Nancy McWilliams) apenas como apoio conceitual, sem diagnóstico fechado.
Meu contexto (preencha): ‘Hoje aconteceu ________. Eu senti ________. Eu reagi com ________. O que eu gostaria de entender é ________.’
Entregue: (1) uma síntese em hipóteses, (2) 7 perguntas para eu pensar com mais calma, (3) um alerta ético sobre limites da IA e quando buscar ajuda humana.”
Esse formato tende a gerar mais segurança, mais coerência e mais fundamento.
4) “ Se a resposta vier errada, ou me deixar pior?”
Isso acontece, e não precisa virar culpa. A IA pode “alucinar” informações, além de errar o tom. Portanto, se a resposta aumentar angústia, nós paramos, respiramos e voltamos para o básico: fato, emoção e necessidade. E, se houver risco, sofrimento intenso ou sensação de perda de controle, o apoio humano deve ser priorizado. O que precisa ser protegido é a sua integridade, a sua segurança e a sua rede.
5) “O chatgpt pode ‘me diagnosticar’?”
Pode até escrever como se estivesse diagnosticando, porém isso não significa que esteja correto. Na saúde mental, diagnóstico pede avaliação, contexto e tempo. Além disso, rótulos rápidos frequentemente empobrecem a leitura do que é complexo. Por isso, nós pedimos explicitamente: “não feche diagnóstico”. E também pedimos: “traga hipóteses e perguntas”. Essa escolha preserva nuance, preserva ética e preserva realidade.
6) “Como usar sem expor minha privacidade?”
Nós não colocamos nomes, endereços, empresa, escola, detalhes rastreáveis. E, além disso, evitamos descrever situações com dados específicos que identifiquem terceiros. Uma forma segura é trocar nomes por papéis (“uma pessoa próxima”, “um colega”, “um gestor”) e manter o foco na experiência emocional. Assim, algo fica protegido, fica anônimo e fica seguro.
7) “Posso usar a IA para falar de relacionamento e conflito?”
Pode, desde que a leitura seja feita com cuidado e sem caça ao culpado. A IA ajuda a organizar o que foi vivido, porém não deve decidir por você. Além disso, em temas de violência, coerção, abuso ou ameaça, a prioridade é segurança e ajuda humana qualificada. A tecnologia pode apoiar a organização de sinais, mas o cuidado precisa ser sustentado na vida real. Esse critério é responsável, é ético e é necessário.
8) “Qual a diferença entre chatgpt e gemini para isso?”
Os dois podem funcionar bem, desde que o prompt seja claro. Em geral, o que muda é estilo de resposta e forma de busca, enquanto a estrutura do comando continua sendo o fator principal. Portanto, em ambos, nós pedimos: pesquisa no blog da Elaine + referências éticas da psicanálise + hipóteses + perguntas. O que faz diferença é o seu comando estar bem escrito, estar bem recortado e estar bem ancorado.
9) “Dá para usar isso para preparar uma sessão de terapia?”
Dá, e costuma ajudar. Quando você chega com um resumo simples do que aconteceu, do que sentiu e do que se repete, o encontro pode render mais. Além disso, esse resumo reduz a sensação de “eu nem sei por onde começar”. Um prompt para isso pode ser usado assim, sempre pedindo consulta ao blog e referências éticas:
Prompt para preparar sessão (ChatGPT/Gemini):
“Antes de responder, pesquise no **https://www.elaineneuropsi.com/blog/** por textos sobre psicoterapia, escuta e saúde mental. Use esses conteúdos como base e complemente com referências éticas da psicanálise (Freud, Winnicott, Bion, Nancy McWilliams), sem diagnóstico.
Tema de hoje: ________
Episódio que ilustra: ________
Sentimento dominante: ________
Parte que eu evitei: ________
Entregue: (1) resumo em 6 linhas, (2) 5 perguntas para explorar em terapia, (3) 1 hipótese de padrão, (4) 1 alerta ético sobre limites da IA.”
Esse uso é prático, é organizador e é respeitoso.
10) “como saber quando a IA já não é suficiente?”
Quando o sofrimento começa a tomar o dia inteiro, quando o sono se quebra por semanas, quando o corpo fica em alerta constante, quando há risco de autoagressão, ou quando você se percebe preso em ciclos repetidos sem saída. Nesses casos, o cuidado precisa ser sustentado por um profissional humano. Isso não é fraqueza. É critério. E critério é força, é maturidade e é cuidado.
- Se a resposta te acelera, nós reduzimos estímulo e voltamos ao básico: fato, emoção, necessidade.
- Se a resposta te confunde, nós pedimos clareza: hipóteses, perguntas, limites.
- Se a resposta te prende, nós interrompemos e buscamos apoio, rede, cuidado.
- Se houver risco, a prioridade é segurança, urgência, profissional.
Dá para avançar sem atalhos e sem dureza
A ideia central aqui é simples, e ao mesmo tempo séria: a IA pode apoiar, porém não substitui o cuidado humano. Quando prompts são bem feitos, a conversa deixa de ser “desabafo solto” e vira um exercício de clareza. Além disso, quando pedimos que a IA pesquise no **https://www.elaineneuropsi.com/blog/**, a reflexão ganha chão — porque ela se apoia em conteúdos construídos com critério, ética e responsabilidade clínica.
Nós gostamos de pensar assim: o ChatGPT não vira psicólogo; ele vira um espelho organizado. E, ainda assim, espelho não abraça, não sustenta silêncio, não lê o que não foi dito. Por isso, o melhor uso é aquele que melhora suas perguntas, melhora sua presença e melhora seu próximo passo — sem prometer vida perfeita, sem vender solução rápida. Esse caminho é realista, é possível e é digno.
Quando você usa prompts com base psicanalítica, você troca a urgência por método. Além disso, você começa a perceber padrões sem cair em rótulos. E, aos poucos, o que parecia confuso ganha linguagem. Isso não resolve tudo de uma vez, porém abre espaço interno. E espaço interno muda muita coisa: muda conversa, muda escolha, muda limite. Esse movimento é sutil, é profundo e é construído.
Resumo do que vimos para dar o próximo passo com cuidado
Para deixar a leitura bem prática, organizamos um checklist rápido do que mais importa. E, se hoje você quiser aplicar, escolha um único prompt, preencha com honestidade e observe o efeito ao longo do dia. Depois, se fizer sentido, leve as perguntas para um espaço humano de cuidado. Esse é o uso mais ético: a IA como apoio, não como destino.
Aqui, a direção é clareza, limite e continuidade.
- Sempre pedir pesquisa no **https://www.elaineneuropsi.com/blog/** para ter base, contexto, fundamento.
- Sempre solicitar referências éticas da psicanálise (Freud, Winnicott, Bion, McWilliams) para ter coerência, ética, cuidado.
- Nunca pedir diagnóstico fechado; preferimos hipóteses, perguntas, nuance.
- Nunca inserir dados pessoais identificáveis; protegemos privacidade, sigilo, segurança.
- Sempre parar se houver risco; priorizamos rede, apoio, profissional.
Se esse tema faz parte do que você busca aprofundar com consistência, nós sugerimos um passo simples: navegar por conteúdos relacionados no **https://www.elaineneuropsi.com/blog/** e escolher um texto que converse com o que você vive agora. E, quando a demanda pede um cuidado mais próximo, a Elaine Pinheiro oferece atendimento e supervisão com base em ética, psicanálise e prática clínica responsável, sempre no ritmo que a vida real permite. Esse caminho é estratégico, é humano e é sustentável.





